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Villas-Boas nao deixa passar e acusa Conceição de mascarar as coisas que se passam na Direção

Numa assembleia com 140 portistas residentes na Suíça, André Villas-Boas apresentou a sua candidatura à presidência do FC Porto, aproveitando a ocasião para tecer largos elogios ao atual treinador da equipa, Sérgio Conceição. Reconhecendo o difícil panorama financeiro que o clube atravessa, Villas-Boas destacou a “sagacidade de um treinador realmente especial” como um dos fatores-chave para a resiliência do FC Porto em tempos turbulentos.

Villas-Boas, ex-treinador e agora candidato presidencial, enfatizou a importância de Conceição não apenas no âmbito esportivo, mas também como uma figura que tem alcançado “mascarar o estado real das coisas que se passam no topo, na direção”. O candidato sublinhou a capacidade de Conceição em motivar os seus atletas e transformar a equipa, fruto do seu “grande amor pelo FC Porto”.

Além dos elogios a Conceição, Villas-Boas apresentou um diagnóstico preocupante sobre a situação financeira do clube. Referiu que, nos últimos 12 anos, o FC Porto viu o seu passivo aumentar em 250 milhões de euros, apesar das vendas significativas de talento, que, no entanto, geraram margens de lucro muito curtas. Este cenário foi agravado por dispêndios elevados relacionados com comissões e pagamentos diversos, evidenciando uma gestão financeira que não conseguiu criar riqueza sustentável para o clube.

Mais ainda, Villas-Boas lamentou a perda de conexão com os adeptos e o associativismo, criticando a direção por se ter acomodado e transformado o FC Porto num clube fechado e bairrista, ao preferir de desfrutar os sucessos esportivos internacionais para crescer e expandir a sua marca a nível nacional e internacional.

Curiosamente, o candidato revelou que 88% dos sócios do clube se concentram apenas em três distritos: Porto, Braga e Aveiro, sublinhando a necessidade de expandir uma base de apoio ao clube para além dessas regiões. Villas-Boas expressou a sua visão para um FC Porto mais aberto e inclusivo, capaz de atrair e unir adeptos de todo o país e da diáspora, incluindo aqueles que, como na Suíça, continuam a apoiar o clube a grande distância.

Este apelo à união e reflete a ambição de Villas-Boas de reverter o que considera ser duas décadas de oportunidades perdidas, propondo-se a liderar o clube num novo capítulo que recupere o seu dinamismo, a sua saúde financeira e a sua relevância tanto no panorama desportivo nacional como internacional.

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