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Sexta-feira, Fevereiro 3, 2023
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VARANDAS FALA EM «CRIME ORGANIZADO», «COMUNICADO COBARDE» E PEDE «JUSTIÇA IMPLACÁVEL»

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Os cerca de 15 minutos de discurso de Frederico Varandas para os adeptos presentes no 19.º aniversário do Núcleo do Sporting de Carregal do Sal foram maioritariamente preenchidos por temas relacionados com o FC Porto e com Pinto da Costa.

 

O presidente leonino recordou alguns episódios da liderança de Pinto da Costa, mostrando-se surpreendido com alguns dos elogios que têm sido feitos ao seu homólogo portista.

 

«Nestas últimas semanas, tive oportunidade de ler inúmeros comunicados e textos de personalidades da nossa praça a felicitarem os 40 anos da presidência do senhor Pinto da Costa e a enumerarem as qualidades, as conquistas e os feitos. Fiquei surpreendido por, na lista dos feitos, não ver nada sobre as vergonhosas escutas do Apito Dourado, nem sobre o facto de este ter fugido para a Galiza horas antes de a Polícia Judiciária ir buscá-lo a sua casa. De ter pagado a familiares seus milhões de euros da Porto, SAD, bem como dos inúmeros casos de coação e intimidação a jornalistas, como a recente agressão, vista por todo o mundo, a um jornalista da TVI, feita por um elemento da comitiva do FC Porto. Se é para referir os feitos dos 40 anos de presidência, então, por favor, que o façam com rigor e com coragem».

 

Recordando o trágico incidente que decorreu durante as celebrações da conquista do título do FC Porto, onde um adepto acabou por falecer nas imediações do Estádio do Dragão, Frederico Varandas sublinhou que o comunicado emitido pelos dragões foi «pobre» e pede uma reação célere e exemplar das autoridades.

 

«Dirijo-me, novamente, ao senhor Secretário de Estado do Desporto, mas também ao senhor Ministro da Administração Interna. No dia 8 de maio, o País assistiu a um bárbaro assassinato, em plena via pública e aos olhos de todas as pessoas que ali estavam. Ocorreu às portas do Estádio do Dragão, aquando das celebrações do título. É, seguramente, um dos episódios mais brutais de violência de que há memória em Portugal. O que aconteceu foi muito mais grave que o ataque de Alcochete. Apesar de ter tido apenas um centésimo de cobertura mediática. Foi um episódio chocante, que mereceu um comunicado do FC Porto [Varandas leu-o na íntegra] que, pergunto, será que só a mim é que este comunicado faz confusão. O termo que devia estar lá bem vincado não era a lamentar a morte, mas sim a condená-la. Este é um comunicado pobre, cobarde e condicionado. Apelo ao senhor Ministro da Administração Interna para ser implacável na luta contra este crime organizado, que se acha impune à justiça e à lei. Muitos dizem que isto é um problema da sociedade e não do futebol. Mas isso não é verdade. Claro que é da sociedade, mas a origem deste problema está intimamente ligado ao futebol e aos clubes que permitem o seu financiamento ilegal, alimentando este crime organizado. Estes episódios são tão chocantes quanto embaraçosos para o nosso País. Podem contar com o Sporting nesta luta e em todas que venham a acontecer para que o desporto português seja mais limpo, mais transparente, mais saudável e mais digno».

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